O colapso digital
O homem criou meios de facilitar sua vida através da tecnologia digitalizando quase tudo. No entanto, toda essa ferramenta que ajuda a construir novos equipamentos e programas que agilizem todas as tarefas realizadas pelo mundo digital podem também servir como arma de destruição contra a própria sociedade. Isso porque o mundo atual se tornou totalmente dependente de máquinas que pensam e agem pelo ser humano tornando frágil toda a estrutura organizacional das entidades públicas e particulares que têm seus dados todos armazenados em computadores, além de controlarem o funcionamento de serviços essenciais como o fornecimento de energia elétrica, transações bancárias como os pregões da bolsa de valores, entre outros.
Porém, o próprio inventor sabe do risco que a sociedade corre ao digitalizar toda a sua vida, inclusive sua vida social, já que o uso de se corresponder por meio de cartas tornou-se quase que obsoleto tendo em vista o surgimento do e-mail e site de relacionamentos como o MSN, os quais aproximam e afastam as pessoas simultaneamente, considerando que ao mesmo tempo em que podemos nos comunicar de forma instantânea através dos recursos citados as pessoas no entanto acabam muitas vezes deixando de terem o contato físico, a conversa olho no olho para se corresponderem virtualmente. A situação fica ainda mais nítida nas crianças que não saem mais para andar de bicicleta, ou jogar bola com os amigos para ficarem em frente ao computador trocando mensagens ou jogando games, gerando o sedentarismo.
Mas, não foi só a maneira de relacionar-se que sofreu mudanças com essa febre digital, os arquivos de empresas, consultórios, hospitais e até mesmo os pessoais deixaram de ficar estocados em armários e foram compactados a um computador que armazena uma grande quantidade de dados sem ocupar muito espaço, por esse lado é bom, mas se considerarmos que tudo pode se perder com a introdução de vírus, ou invasão de hackers levando à perda de toda uma história, percebemos que a era tecnológica tem suas falhas.
Todavia, isso tudo fica muito claro nas cenas do filme “Duro de matar 4.0”, onde podemos ter uma noção do que acontece com uma cidade quando seus computadores param de atender ao comando de quem os maneja. Todo o tempo nos é mostrado a fragilidade dos sistemas criados para operar todos os mecanismos de funcionamento de um centro urbano, embora fale-se muito em segurança nesses sistemas, isso só é válido quando os riscos vêem de pessoas comuns que não têm a intenção de prejudicar a sociedade ou daqueles que não têm conhecimentos suficientes para isso. Mas, quando nos referimos a pessoas que entendem muito de todos os recursos tecnológicos e que querem causar danos à sociedade nada pode garantir que todo o sistema de segurança poderá deter o indivíduo se este tentar violar informações sigilosas que poderão beneficiá-lo em desvio de dinheiro, conteúdos, etc.
Ainda assim, vimos que não é preciso que todos os setores de controle sejam invadidos para que aconteça o caos, basta que apenas um deles seja bagunçado, como foi o caso do setor de tráfego terrestre, onde todos os sinais de trânsito ficaram verdes ao mesmo tempo e a desordem pode ser vista instantaneamente no trânsito. Ou então, somente o setor de energia elétrica que deixou toda uma cidade no escuro e portanto sem TV, rádio, banho quente, computadores, e hospitais operando com geradores. Além do corte na transmissão de satélites que bloqueou o funcionamento de telefones, rádios amadores, canais de TV, enfim, tudo para quando o computador central, cérebro de uma seção entra em colapso, é a mesma situação que acontece com um paciente com morte cerebral, ainda que o coração continue a bater ele já é considerado sem vida, pois é o cérebro que comanda nosso corpo.
Por fim, constatamos que de nada adianta tanta tecnologia se podemos a qualquer momento voltarmos à era pré histórica onde tudo era armazenado em milhares de papéis, ou controlado por inúmeras máquinas tornando as tarefas mais demoradas e cansativas, além de deixarmos de ter a qualidade digital na transmissão das TVs, celulares... É preciso progredir com a segurança de que não voltaremos ao período colonial e com a certeza de que a cada dia teremos os recursos tecnológicos nos auxiliando cada vez mais de forma útil, porém sustentável.
Blog.mania
Os blogs têm se tornado atrações do momento, fazendo com que praticamente todas as pessoas que gostam do mundo virtual crie o seu. Podem ser considerados diários onde podemos expor opiniões, colocar idéias, contar fatos pessoais, entre outros. Porém, para dois alunos de jornalismo, Anderson Augusto e Cláudio Henrique que são considerados blogueiros, as postagens fazem parte de suas rotinas.
Mas, Cláudio afirma que antes de manter seu blog atual, já teve um outro que durou apenas uma semana, devido a sua falta de entusiasmo, o que não acontece hoje. Considera seu site crítico, já que expõe sua opinião sobre os mais diversos temas. Costuma selecionar os comentários, excluindo aqueles que lhe parecem desrespeitosos, no entanto, considera os acessos um prestígio a seu blog e procura adicionar textos diariamente.
Já Anderson diz que sua página nasceu através do gosto por escrever, tenta torná-la atrativa procurando simplificar a linguagem e diz ainda que, apesar de haver um grande número de pessoas que se relacionam através da internet, não acredita na possibilidade de haver ternura entre as pessoas, defendendo o contato pessoal.
Por fim, a maioria dos blogs tem como conteúdo textos, fotos, vídeos, frases conhecidas, etc. O mundo virtual invade o dia a dia das pessoas mais uma vez, de forma que permite a todos ter a oportunidade de escrever sobre o que sente e o que pensa, muitas vezes aguçando o potencial para a escrita, até então escondido.
Vivendo um pesadelo!
A situação econômica desigual na qual nos encontramos hoje não é muito diferente da de alguns anos, tendo em vista que somente a minoria da população continua tendo condições de ter acesso a um padrão elevado de vida, enquanto a maioria luta para conseguir manter seus filhos alimentados.
Mas, esse mundo dos horrores assusta há anos, sem que algo solucionável seja feito. Os políticos, os quais têm o dever de criar meios para que as pessoas busquem melhores condições de vida, preocupam-se apenas em aumentar suas contas bancárias com o dinheiro pago pela população, que em sua maioria trabalham duro para pagar em dia suas contas, bem como as inúmeras taxas de impostos embutidas nos produtos. Trabalhadores estes, que sofrem na pele a dificuldade de manter sua família alimentada e protegida do sereno, submetendo-se muitas vezes a condições árduas de trabalho, cuja renda quase sempre é insuficiente para suas necessidades. O que mais entristece é saber que essa realidade está longe de ficar no passado, assombrando as perspectivas de futuro de todos que sonham com um amanhâ melhor.
Todavia, queremos acordar desse pesadelo social tenebroso no qual vive nosso país. Começar a viver como Cinderela, sem ter medo de voltar a dura realidade. Que o lobo não assuste os porquinhos que muito lutaram para conseguir sua casinha e continuam sob a possibilidade de perder, mas dessa vez não por não resistir ao assopro do lobo-mau, mas sim dos governantes que não são bons.
Contudo, a felicidade plena ainda continua presa nos contos de fadas, os quais fazem nos viajar no desejo de ver nossos sonhos transformados em realidade, tendo em vista que os malvados de fato existem e que o bordão “e foram felizes para sempre”, infelizmente perde seu encanto logo após o ponto final, onde começamos a voltar para a realidade.
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